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Multilatinas, vamos à globalização

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Para as multinacionais latinas, ou multilatinas, depois de anos de crescimento orgânico , fusões e aquisições na região, é hora de buscar maior demanda no mercado global. Para maximizar e proteger seus recursos, essas empresas precisam de programas de seguros internacionais integrados às apólices locais.

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É um momento muito interessante para ser uma multinacional latina, ou uma multilatina. Segundo o relatório “Crescimento das Multilatinas”, publicado pelo HSBC em 2013, o investimento estrangeiro direto na América Latina multiplicou-se 30 vezes desde 1992, alcançando USD 3 bilhões em 2010.  O relatório também observa que embora cerca de 70% do investimento estrangeiro direto (IED) na América Latina se dê dentro da própria região, hoje ela investe mais na Ásia e na África do que nos EUA e na União Européia. A Aliança do Pacífico, criada pelo México, Colômbia, Peru e Chile - e o acordo comercial que seus presidentes assinaram este ano - criou um mercado livre com quase 220 milhões de consumidores.  Juntos, representam a oitava economia mundial e a sétima potência exportadora.

As empresas estão evoluindo no caminho da globalização ou, pelo menos, para a internacionalização. E esta tendência vai continuar: em um estudo de 2012, 88% das multilatinas responderam que pretendem explorar novos mercados nos próximos 3 a 5 anos. No entanto, essas empresas ainda não são muito globalizadas e nem aparecem entre as 25 maiores dos mercados emergentes.

Uma das razões apontadas para uma globalização ainda limitada das multilatinas é uma cultura de aversão ao risco. No entanto, o progresso implica em riscos. Quando as multilatinas procurarem conquistar uma fatia maior do mercado global, será essencial proteger seus ativos.  Os seguros e, principalmente, os programas internacionais deveriam desempenhar um papel central no apoio a seu desenvolvimento.

O progresso implica em riscos

Entrar em um novo mercado traz riscos. Nas exportações, há diversas leis que podem ter impacto sobre a responsabilidade das empresas em relação a seus produtos. Quando se iniciam operações em novos mercados, a legislação local afeta as instalações da empresa, suas práticas e relações trabalhistas. Quanto maior o projeto, maiores e mais complexos são os riscos.  É preciso identificar e reduzir os riscos com uma cobertura de seguro adequada, a qual pode ser um elemento-chave na expansão, quer pela proteção de bens e pessoas, quer por evitar sinistros causados por negligência ou ainda por proteger as operações de instabilidades políticas.

Programas Internacionais

Um programa internacional pode incluir coberturas para ativos físicos, pessoas, interrupção de negócios, transportes, recalls de produtos, responsabilidade civil geral, bem como responsabilidade ambiental.

Uma estrutura de seguros que inclua uma apólice-mestra em um país, com uma ou mais apólices locais emitidas em outras nações, oferece às multinacionais uma cobertura adequada em cada mercado ou jurisdição onde operam.

Mas os programas internacionais são mais do que apenas o conteúdo de uma apólice. Ter  informações atualizadas sobre impostos e sobre a legislação de diferentes mercados, emitir apólices para que os projetos possam começar e os produtos sejam entregues dentro do prazo e gerenciar sinistros de forma eficiente fazem parte do serviço prestado aos clientes pelos programas internacionais.

A construção de uma cultura de gestão de riscos

Uma seguradora global com experiência pode ajudar as empresas com aversão ao risco a se desenvolverem, construindo uma cultura de gestão do mesmo.  Ver e analisar as exposições ao risco em uma única plataforma contribui para uma gestão centralizada e eficiente, enquanto a consultoria proporcionada pela engenharia de riscos pode ajudar a prevenir perdas e reduzir seu custo.

Antes de começar, conheça a lei do país

Com fortes posições de capital e com experiência no desenvolvimento de sua região, as multilatinas estão bem posicionadas para continuar a se expandir globalmente. No entanto, evitar litígios e outras práticas de gestão de riscos de consolidação são os passos seguintes.

Antes de abrir operações em um novo mercado, há que se informar bem sobre sua legislação. É preciso analisar os contratos. Será que eles atendem as leis do novo mercado? São aplicáveis ​​lá? E sobre os códigos de construção e práticas trabalhistas? Será que eles respeitam as regras locais? E a sua seguradora - ela e/ou seu corretor tem licença válida nesse mercado? Caso contrário, suas apólices  podem não ter validade. O projeto de construção pode se beneficiar de uma cobertura de garantia? O que acontece em caso de  perda, roubo, danos ou confisco de suas mercadorias?  Com uma cadeia de suprimentos que se estende por vários países, cada ponto deve ser examinado com cuidado. E quanto mais conectada a empresa está, mais riscos cibernéticos ela corre.

Perícia internacional e ponto de vista local

A cobertura de riscos em uma operação multinacional requer cuidadosa integração de apólices locais muito específicas com características globais em comum. Isso otimiza os custos de um programa internacional. Há uma grande capacidade disponível para as multilatinas, mas as empresas devem trabalhar com uma companhia de seguros que possa oferecer tanto uma experiência global como um profundo conhecimento do mercado local. No XL Group, participamos atualmente de mais de 2.400 programas internacionais. Isso exige uma estreita cooperação com muitos tipos de multinacionais. Dos 1.700 programas internacionais que organizamos, uma terça parte tem apólices para a  América Latina. Por ter clientes em mais de 140 países, podemos apoiar as empresas na América Latina à medida em que crescem e se desenvolvem dentro e fora da região.

Sobre o autor: Bruno Laval é Diretor Regional da operação de Seguro Direto do XL Group para Ibéria e América Latina. Ele tem mais de 22 anos de experiência no setor de seguros na França, na Península Ibérica e na América Latina. Formado em Engenharia pela Ecole Nationale Supérieure des Arts et Métiers, de Paris, começou sua carreira como especialista em prevenção de perdas. Em seguida, ele ocupou vários cargos em subscrição e gestão. Ingressou no XL Group em 2001 como Diretor Regional da Operação Seguro Direto para a Espanha e foi promovido à sua posição atual em 2010. Foi membro da AGERS (Associação Espanhola de Seguros e Gestão de Riscos) e do pool segurador da indústria nuclear espanhola. Ele baseia-se em Madrid.

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