Fast Fast Forward

Evite repetir erros

Groundhog Day- Avoid Repeating Risks

Aprenda com os riscos para não repeti-los

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Na comédia "Feitiço do Tempo", de 1993, o ator Bill Murray interpreta um meteorologista cínico que está fadado a viver sempre o mesmo dia. Mas no final ele acaba aprendendo com a experiência e se torna uma pessoa melhor.

Com os riscos acontece algo semelhante.  Se não formos capazes de aprender com os riscos do passado, estamos propensos a repeti-los – ou a sofrer consequências mais graves quando esses riscos voltarem.

O enredo do filme parte de uma tradição norte-americana: o Dia da Marmota. Ele foi comemorado pela primeira vez em 2 de fevereiro de 1887 em Punxsutawney, na Pensilvânia – a mesma cidade onde Bill Murray ficou preso com sua equipe de TV quando fazia uma matéria sobre Punxsutawney Phil, a marmota vidente. Outras cidades também têm marmotas que fazem previsões, mas Phil é considerado o original. A crença por trás do Dia da Marmota é que, nessa época do ano, a marmota sai da hibernação: se ela vê sua sombra, o inverno continua por mais seis semanas; caso contràrio, a primavera chega mais cedo.

Vamos colocar essa imagem dentro de um contexto de gestão de riscos. A sombra poderia representar algo sinistro, como uma grande exposição que pode resultar em enormes perdas se não for tratada. Quando estamos no meio do inverno, todos queremos que a primavera chegue logo e todos queremos evitar grandes perdas. Então, como podemos garantir que nós não iremos ver sombras no Dia da Marmota? Temos que examinar atentamente e com antecedência, compreender os riscos e gerenciá-los. Se não o fizermos, aquelas sombras sempre voltarão.

Quase todos os riscos podem nos ensinar lições sobre como mitigá-los ou sobre como tentar evitar que eles se repitam. Tomemos, por exemplo, um tipo de perigo: o fogo.

O fascinante – e horripilante – relato do incêndio de 1911 com a Triangle Shirtwaist Company feito, pela National Fire Protection Association (NFPA), mostra que nós felizmente avançamos muito em questões de segurança contra incêndios. Aquele incêndio na fábrica tragicamente ceifou 146 vidas, mas resultou em algo de bom. Ele levou a vários avanços na segurança contra incêndios, bem como a reformas trabalhistas, e lançou o sistema de seguro de compensação dos trabalhadores.

No entanto, incêndios continuam ocorrendo, assim como as mortes que eles causam. De acordo com a NFPA, em 2013 foi registrado um incêndio patrimonial a cada 65 segundos nos Estados Unidos. Esses 487.500 incêndios mataram 2.855 civis, feriram 14.075 e causaram mais de US $ 9,5 bilhões em danos materiais naquele ano. Será que as pessoas e as empresas podem aprender mais para evitar incêndios?

Existem muitos outros perigos que sugerem que não estamos aprendendo rápido o suficiente para impedi-los. As inundações, por exemplo, são um problema universal. Muitas cidades em áreas propensas a inundações enfrentam a decisão de se reconstruírem constantemente ou de se mudarem e muito poucos optaram pela mudança para evitar os altos custos das futuras recuperações. Se você percebe que fica no meio do caminho de um perigo, faz todo sentido pensar se vale a pena continuar no mesmo lugar. Às vezes, a escolha sábia é ir onde os riscos não estão ou onde não são tão grandes.

Imagine que você é o personagem de Bill Murray em "Feitiço do Tempo" e você acordou com a chance de fazer as coisas de novo. Se pudéssemos fazer isso, poderíamos evitar que muitas coisas ruins ocorressem – ou poderíamos agir de maneira diferente e conseguir um resultado melhor. Vamos nos planejar para ter um feliz Dia da Marmota.

Regis Coccia é um jornalista de seguros e estrategista de conteúdo. Suas colunas sobre seguros e riscos aparecem periodicamente no Fast Fast Forward.

As opiniões expressas nesta coluna são as opiniões do autor e não refletem necessariamente as opiniões do XL Group.

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