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Como estruturar um programa global a partir do Brasil

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Apesar do desafiador cenário econômico global, que deve crescer apenas 3,3% pelas estimativas do Fundo Monetário Internacional, as empresas brasileiras continuam avançando além das fronteiras nacionais. Segundo a última edição do ranking da Fundação Dom Cabral de Multinacionais Brasileiras, 27% das organizações consultadas iniciaram operações ou estabeleceram acordo de franquia em algum novo país em 2013. Entre as 80 latinoamericanas que mais tem negócios no exterior, 26 são companhias brasileiras, de acordo com o Índice Multilatino da revista América Economia. Dados da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) mostram que de janeiro a agosto de 2014 os investimentos brasileiros no exterior foram positivos pela primeira vez desde 2010.

A internacionalização das atividades das empresas brasileiras exige a gestão dos riscos desses negócios. E assim como em qualquer outra área, aqui também a busca é por eficiência, produtividade e a melhor relação custo-benefício. Não é de se estranhar, portanto, que os programas globais já estejam no radar dos gestores brasileiros de risco. Geralmente, os compradores desse produto são corporações que estão expostas em mais de um país, mas que possuem processos centralizados de decisão e gestão de risco. Mas os programas globais são adequados também para as organizações que desejam ter coberturas consistentes em âmbito global em função de uma governança mais sólida e transparente ou por obrigação legal.

Embora sempre haja a opção de adquirir apólices individuais, os programas globais trazem inúmeras vantagens em relação a elas. A começar pela visão geral que eles dão sobre os riscos, os sinistros e os custos envolvidos. Para a área financeira, a qual muitas vezes o gestor de riscos responde, o fator mais atraente certamente é a redução de custos gerada pelo poder de compra e pela eliminação de sobreposições nas coberturas. Para o gestor de risco, há o ganho de eficiência proporcionado pela interlocução com um parceiro global, e não vários agentes locais. Outra vantagem é que a administração fica por conta do líder do Programa Global, e não do segurado. São detalhes assim que liberam o tempo da equipe de Gerenciamento de Risco para se concentrar no negócio e na prevenção de perdas. Este último quesito, por sua vez, é beneficiado pelo controle centralizado de riscos e também pela disponibilidade de informações em base global. Eles contribuem para efetivamente melhorar o gerenciamento de exposições e riscos operacionais e também para uma efetiva quantificação do risco.

O que ainda nem todos os gestores de risco sabem é que já é possível emitir as apólices master no Brasil. Para tanto, é importante contar com um parceiro que tenha experiência em subscrição e em produtos para gerar textos eficientes, que combinem um leque apropriado de coberturas para os riscos relevantes do negócio e de suas operações.

Ter parceiros que conheçam tanto o mercado brasileiro como das localidades onde o contratante tem operações é fundamental para o compliance global com impostos e legislação. Pois é imprescindível, ao estruturar um programa global, saber quais países aceitam as apólices necessárias para checar o que efetivamente deve ser coberto pela apólice master e o que deve ficar nas apólices locais. Para que haja a consistência da cobertura global, a apólice master deve oferecer cobertura para as diferenças de condições e de limites (DIC/DIL) com base admitida, nao admitida ou interesse financeiros para cumprir as obrigações das regulamentações locais. Outro detalhe importante é a tradução das cláusulas: não é mais possível aceitar traduções literais que induzem a diferentes entendimentos na hora da liquidação do sinistro.

A boa notícia é que o Brasil já alcançou a maturidade para estruturar localmente seus programas globais – uma etapa fundamental e necessária para quem caminha a passos largos para se consolidar como uma economia internacionalizada.

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