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A Internet das Coisas - A nova revolução da internet

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A Internet das Coisas (IoT, do inglês “internet of things”) vai mudar o mundo. Mas do que se trata? Bem, basicamente é um conceito de computação que descreve um futuro no qual os objetos físicos estarão conectado à Internet, relacionando-se, comunicando-se entre si e armazenando dados para, então, agir automaticamente a partir deles.

Considere como exemplo um refrigerador que encomenda uma nova remessa de leite depois de ter acabado a última caixa. Ou uma máquina de café que pode ser programada para preparar uma xícara quando o despertador toca. Ou ainda, um carro que chama imediatamente os serviços de emergência depois de ser envolvido em uma colisão. Todos estes são exemplos da nova revolução da internet, que é a Internet das coisas.

Tudo isso pode soar maravilhoso a princípio, enquanto a IoT continua a atrair investimentos e crescer em popularidade. Mas ela também está sendo analisada mais cuidadosamente por organizações e indivíduos que estão preocupados com uma série de questões, incluindo a cibersegurança, privacidade e a potencial responsabilidade.

Governos correndo para investir

Alguns acreditam que a Internet das coisas já chegou, enquanto outros acreditam que ela ainda se encontra nos estágios iniciais de desenvolvimento. O que está claro, porém, é que muitos governos têm reconhecido seu vasto potencial e estão se esforçando para ocupar a vanguarda dos investimentos e inovação na IoT.

O Reino Unido e a Alemanha estão tentando adiantar-se ao início da adoção da IoT, aumentando o financiamento disponível para as empresas de tecnologia que atuam na área. Na abertura da feira de tecnologia CeBIT de 2014, em Hanover, na Alemanha, o primeiro-ministro David Cameron anunciou que o governo do Reino Unido iria acrecentar 45 milhões de libras em financiamento para pesquisas sobre a IoT aos 28 milhões de libras já investidos anteriormente. Em seu discurso, David Cameron afirmou que a Internet das coisas seria "um enorme desenvolvimento transformador – uma forma de aumentar a produtividade, de nos manter saudáveis, tornando o transporte mais eficiente, reduzindo as necessidades de energia, combatendo as mudanças climáticas". De fato, uma forte endosso.

Novas oportunidades, novos riscos

Então, se está claro que a Internet das coisas tem um amplo apoio, a pergunta inevitável é como ela será regulamentada?

Órgãos regulamentadores de todo o mundo estão lutando para chegar a uma forma de proteger todos os dados que fluem pela internet. De acordo com a empresa de tecnologia de inteligência de mercado ABI Research, mais de 30 bilhões de dispositivos terão conectividade sem fio em 2020. Essa enorme rede será sem dúvida  particularmente atrativa para hackers e aqueles que enviam vírus. Com o rápido crescimento da Internet das coisas e os recentes ataques de hackers às maiores empresas de internet dos mundos nas manchetes em todo o mundo, a pressão é para que os regulamentadores estabeleçam diretrizes claras que assegurem a proteção de dados.

A outra questão que fica é a privacidade do consumidor. Em essência, a IoT aspira a monitorar e acompanhar cada movimento dos consumidores. Se por um lado a maior comodidade e outros benefícios desses avanços tecnológicos são claros, os defensores do consumidor expressaram sérias preocupações sobre as corporações que têm acesso irrestrito a esta "big data" – de cuja apuração nem mesmo os mais sofisticados consumidores tem ciência.

O Setor de Seguros Responde

Empresas de todo o mundo estão cada vez mais se voltando para o setor de seguros em busca de melhores maneiras de gerenciar e reduzir possíveis interrupções e perdas em questões relacionadas com a Internet das coisas. Uma vez que os riscos da Internet das coisas não estão segregados, as companhias de seguros não podem gerenciá-los como tal.

Vejamos por exemplo o mundo dos aparelhos médicos: cada vez mais os produtos são desenvolvidos para monitorar a saúde e enviar os dados a profissionais da área, permitindo que sua condição física seja monitorada. Se uma parte desse sistema falhar, pode ser difícil identificar quem ou o que é responsável. Erro do usuário? Culpa do fabricante? Falha do provedor de Internet? Todas essas perguntas entram em jogo em qualquer reivindicação de seguro IoT.

Porque a maioria dos produtos de seguros tradicionais, como propriedade e responsabilidade civil, não cobrem sinistros decorrentes de eventos virtuais decorrentes da Internet das coisas, e o seguro de responsabilidade civil cibernético foi criado somente para responder a perigos cibernéticos. Foi um bom começo, mas não é suficiente. À medida em que a tecnologia se torna mais e mais prevalente em nossa vida cotidiana, torna-se mais importante que os subscritores de seguros compreendam os riscos tecnológicos e promovam o diálogo inter-funcional para encontrar soluções inovadoras e atuais para seus clientes. As companhias de seguros de maior sucesso  continuarão a evoluir com a identificação de produtos integrados em todas as linhas que cubram uma grande variedade de exposições relacionadas com a Internet das coisas, incluindo privacidade, hackers, vírus, interrupções de rede e lucros cessantes. Os que ficarem pelo caminho serão aqueles que demorarem a se adaptar a este novo paradigma baseado na internet.

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