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Empresas brasileiras que atuam em outros países precisam de uma gestão de risco diferenciada

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O mundo está em constante transformação: um estudo do Centro de Pesquisa Econômica e de Negócios (CEBR, na sigla em inglês) aponta que em 2028 a China se tornará a maior economia do mundo, à frente dos Estados Unidos. No mesmo ano, a Índia superará o Japão e se tornará o terceiro país mais rico do globo. E, em menos de uma década, o Brasil deverá ser a quinta maior economia do mundo.

O Brasil conseguiu alavancar seu lucrativo mercado interno para enfrentar a última crise internacional, mas ampliar o crescimento só será possível indo além de suas fronteiras. E é o que as empresas brasileiras têm feito: de 2000 a 2010, o Brasil aumentou suas exportações em 266%, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.  O terceiro melhor resultado da série histórica da balança comercial brasileira foi registrado no ano passado, quando US$ 242,2 bilhões foram exportados de janeiro a dezembro de 2013.  Esse volume é inferior apenas ao que foi registrado em 2012  (US$ 242,6 bilhões) e 2011 (US$ 256 bilhões).

À medida que as multinacionais brasileiras aumentam o intercâmbio comercial com outra nações, a necessidade de um seguro adequado de transportes e da gestão de risco adequada torna-se mais crucial. Pense em empresas sediadas aqui, mas com operações na Ásia, África, Europa e Estados Unidos – os riscos precisam ser gerenciados com relação a ativos, estoques e no transporte de bens e mercadorias, acabados ou peças.  Entender as legislações locais que variam de país a país e, às vezes, de Estado para Estado, é um pré-requisito.

Não se trata de suposição, mas de uma realidade que tende a ser cada vez mais frequente: segundo a oitava edição do Ranking das Multinacionais Brasileiras, da Fundação Dom Cabral, as 63 empresas consultadas elevaram seu índice de internacionalização no ano passado para 18%, ante 17% em 2011 e 16% em 2010. Atualmente elas estão presentes, com operações próprias, em 84 países. Em sua  busca por eficiência e competitividade, é imperativo buscar a gestão global dos riscos aqui mesmo, no Brasil.

Os programas mundiais são um modelo conhecido das multinacionais europeias e norte-americanas e com os quais o Brasil tem se envolvido cada vez mais. À medida que o país começa a ser tornar um player global, ele adquire o capital intelectual para gerir daqui os riscos de operações e estoques e transporte de cargas em todos os continentes. O XL Group já está subscrevendo programas mundiais para empresas brasileiras, porque esta é uma condição sine qua non para quem busca obter ganhos de informação, qualidade e escala. Nesse processo, estamos provando como é importante ter estruturas e profissionais locais para realizar a gestão de programas globais a partir do Brasil: o conhecimento e entendimento da complexidade do ambiente de negócios de nosso país é outro fator fundamental para um bom desempenho.

Da mesma forma, contar com parceiros que tenham redes locais nos países onde nossas multinacionais estão presentes, com seus produtos e/ou instalações físicas, é outra premissa inegociável para mitigar riscos e tentar evitar perdas. E isso só é possível com conhecimento local e domínio de saberes específicos. A complexidade do Direito Marítimo é tanta que, a título de exemplo, um navio não é considerado um navio para fins de seguro antes de ser lançado ao mar. Para quem optou por verticalizar a logística, com estaleiros, terminais de cargas e portos, este é um detalhe relevante. Para novos entrantes, por sua vez, questões de Compliance são um risco-chave que pode ser evitado ou minimizado com conhecimento local.

A presença local aqui e fora também assegura a agilidade de resposta, em caso de sinistro. Como dois terços (67%) da amostra da Fundação Dom Cabral declararam querer ampliar a atuação no exterior, seja por meio da expansão nas nações onde já atuam ou pela entrada em novos mercados, a centralização da gestão dos riscos na matriz, aqui no Brasil, com apoio em escritórios locais ao redor do planeta, tende a se tornar um fator cada vez mais preponderante para o sucesso. Os destinos mais citados são países da América Latina e Sudeste Asiático, além de China, Rússia e Canadá.  E se importadores e exportadores contam cada vez mais com a tecnologia para rastreamento de suas mercadorias, hoje também podem utilizá-la para acompanhar suas apólices em todo o mundo: atualmente, TI é parte tão integrante dos seguros, como dos transportes. Da mesma forma, contar com apoio de engenheiros de risco aos subscritores também contribui para a avaliação justa de riscos e pode ajudar a assegurar prêmios.

Cada vez mais o seguro é uma ferramenta de estabilidade para o negócio, que, ao reduzir sua exposição, acaba por elevar sua credibilidade perante investidores. Mesmo no que diz respeito a perdas, é preciso olhar fora da caixa:  a complexidade do que pode ser segurado tanto no comércio internacional como em operações além das fronteiras da matriz alcança até a cessão de lucros causados por atrasos na entrega de materiais.

A caminho de se tornar a quinta maior economia no mundo, o Brasil precisará de parceiros estruturados e capitalizados, que possam dar segurança em volumes cada vez maiores de ativos e negócios.  Estamos a menos de 10 anos do prazo dado pela CEBR para ingressarmos no top five da economia global.  Não há melhor hora para olhar para as oportunidades por trás dos riscos e avançar para um novo paradigma de sua gestão.

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